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Restauração do Palácio dos Bispos


Em janeiro de 2004, tiveram in√≠cio as obras de restaura√ß√£o do antigo Pal√°cio dos Bispos, para sediar o Museu da M√ļsica de Mariana.







Entre janeiro de 2004 e maio de 2007, foi realizada a maior parte das obras de restaura√ß√£o do antigo Pal√°cio dos Bispos, para sediar o Museu da M√ļsica.

Depois de décadas desocupado e exposto à ação das intempéries e ao desgaste natural dos materiais, uma parte da ala central da edificação ruiu no princípio de 2002. Diante deste fato, foi então foi elaborado pela Arquidiocese de Mariana um projeto de restauração do edifício e submetido ao Ministério da Cultura - Mecenato, que o aprovou. O projeto obteve o patrocínio da Petrobras.

Fotografia do Palácio dos Bispos no início do século XX

 

A conclus√£o do restauro completou a integridade do edif√≠cio, exemplo singular das edifica√ß√Ķes monumentais do s√©culo XVIII em Minas, destinadas a resid√™ncia de autoridades, neste caso particular, o bispo da rec√©m criada diocese de Mariana.

 

Sua origem e as transforma√ß√Ķes pelas quais passou a edifica√ß√£o atestam sua import√Ęncia cultural, hist√≥rica e arquitet√īnica:

 

O n√ļcleo original do Antigo Pal√°cio dos Bispos, tamb√©m chamado de Pal√°cio da Olaria, faz parte de um conjunto de casas doadas por Jos√© Torres Quintanilha ao Bispo de Mariana em 1749.

 

Provavelmente s√£o dessa √©poca, com algumas modifica√ß√Ķes, as alas central e sudoeste, edificadas com t√©cnica construtiva tradicional: estrutura aut√īnoma de madeira, paredes de adobe e pau-a-pique. A elas agregou-se a ala noroeste, constru√≠da por Jos√© Pereira Arouca no per√≠odo de 1781 a 1791, com acabamento mais requintado, destacando-se a√≠ o trabalho de cantaria da cercadura dos v√£os, das arcadas e balaustradas do terra√ßo. Em √©pocas posteriores, alguns acr√©scimos foram feitos na parte de tr√°s do edif√≠cio, dos quais ficaram alguns remanescentes.

 

Intervenção de maior impacto no conjunto foi realizada por Dom Silvério Gomes Pimenta, em fins do século XIX, e consistiu na inclusão de mais um pavimento na ala noroeste. Este pavimento foi demolido sob a orientação do IPHAN na década de 1950, resgatando-se, assim, a sua volumetria original. A varanda que existia na fachada posterior, com estrutura e guarda-corpo de madeira, pode ter sido também executada nesta época, ou um pouco antes. Dela sobrevivem os pilares de pedra que sustentavam a estrutura do piso e do telhado.

 

Na área do sub-solo foram retirados diversos pilares para ampliação do espaço, construidos alguns banheiros e criado o Atelier de Restauro.

 

A restaura√ß√£o levada a cabo at√© o momento possibilitou instalar o Centro Cultural Arquidiocesano D. Frei Manoel da Cruz e o Museu da M√ļsica de Mariana e compreendeu o resgate do arcabou√ßo do pr√©dio cadastrado em 1995 e a reconstru√ß√£o da ala sudoeste e de parte da ala central, recomposi√ß√£o do telhado, da estrutura, dos pisos, dos forros, das esquadrias, do reboco e dos acabamentos em geral.

 

Hoje, o pr√©dio encontra-se plenamente adaptado √†s suas novas fun√ß√Ķes, devendo, com a conclus√£o do restauro do sub-solo, previsto para realizar-se at√© julho de 2009, estar em condi√ß√Ķes de gerar recursos para sua pr√≥pria manuten√ß√£o, al√©m de completar a antiga fei√ß√£o arquitet√īnica da edifica√ß√£o.

 

As novas instala√ß√Ķes do Museu da M√ļsica de Mariana no Pal√°cio dos Bispos possibilitaram a instala√ß√£o do acervo em espa√ßo adequado, com mobili√°rio e equipamentos apropriados, espa√ßo para exposi√ß√£o permanente de documentos e instrumentos musicais, al√©m de infra-estrutura eficiente no que diz respeito √† seguran√ßa e ao acesso.


  Veja algumas etapas das obras de restaura√ß√£o